Brasileira encontrada morta no Canadá foi vítima de hipotermia, diz ONG canadense

Família de Letícia Alves de Oliveira, é natural de Goiânia e recebeu a confirmação do DNA em fevereiro. Ela deixa uma filha de 12 anos.

A brasileira Letícia Alves de Oliveira, que foi encontrada morta no Canadá, foi vítima de hipotermia, segundo informações da família. Outra fonte que atesta essa informação é a ONG Unidentified Human Remains Canada, que noticiou que o corpo de Letícia foi encontrado por caçadores em uma floresta de Quebec. 

Segundo a ONG canadense, o corpo da brasileira foi encontrado em abril de 2024. Frederico Alves de Oliveira, primo de Letícia, disse que a confirmação do DNA só saiu no dia 26 de fevereiro deste ano. 


Um familiar da brasileira esclareceu que Letícia era natural de Goiânia, mas foi para os Estados Unidos em 2023. Segundo ele, a última informação confiável que tiveram sobre Letícia foi uma conversa com ela pelas redes sociais em dezembro daquele ano. 

Desaparecimento

Frederico contou que Letícia era formada em Química pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e mestre em Ciências pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA). Segundo a família, ela havia iniciado um processo de solicitação de visto americano em um escritório de advocacia em Boston, em 2023.

No fim daquele ano, em dezembro, a família fez contato com Letícia pela última vez. Entretanto, Frederico conta que a amostra de DNA usada para a identificação foi coletada pela Polícia de Imigração dos EUA quando ela ficou detida entre janeiro e abril de 2024.

A brasileira deixou uma filha, hoje com 12 anos, com quem ela mantinha contato por telefone enquanto estava no exterior. Frederico contou que as redes sociais de Letícia foram gradualmente apagadas e a conta no Facebook, deletada no início de 2024.

Ele disse ainda que a Polícia Federal arquivou o caso de Letícia e que foram anos de angústia desde o desaparecimento dela. "As autoridades não escutaram nosso grito de socorro", desabafou.